Compor as músicas, ensaiar, tirar o limo do som, fazer arranjos, tocar-tocar, gravar.
Ouvir, mixar, ouvir-ouvir, mixar. Masterizar.
Depois palco, shows.
• Onde a música é mais viva? Onde ela "existe" de verdade?
Egberto Gismonti disse uma vez que a música que está gravada - disse isso na época dos LPs, saibam - está...morta. A música pra ele existe no palco, somente.
Sei não. A música é só musica, né? Se assim é, o tempo todo ela é.
Entre o primeiro acorde da nova canção no quarto do músico e a primeira nota tocada no ipod do fã existem etapas. A etapa promocional, por exemplo.
Promover (trabalhinho chato feito em sintonia "fina" entre músico/empresário) é o combustível pra coisa (música!) acontecer e se consolidar naquilo que a industria gosta de rotular como "sucesso"," hit".
• Acompanhei a genese do novo trabalho do Ludov passo a passo. Nem vou escrever quão lindas são as músicas (TODAS!, mesmo), nem como tudo que envolve esse lance novo que será lançado em julho foi feito em timing e coincidencias bacanas.
Ainda se usa (por quanto tempo?) fazer um clipe para divulgar o novo trabalho. Foi o que fizemos ontem, sabadão, durante o dia todo.
Não posso entregar a idéia aqui, é surpresa até julho. Mas o clipe tem um conceito simples, embora de complexa execução.
Fazer coisas complicadas com dedicação, bom humor e organização é raro. Mas foi o que aconteceu = )
• O principal responsável - pra mim - foi Ricardo Secco, o Morcegão. Dirigiu o clipe em estilo maestro zen. Sensacional.
Coordenar harmoniosamente mais de 30 figurantes, bailarinos, atores, convidados, equipe técnica não é pra qualquer um.
Sábado cansativo e bem feliz no Teatro Sérgio Cardoso no Bixiga.
Abaixo, momentos:
1 Morcegão e assistente, de olho numa das 18 cenas gravadas no sabadão
2 Mauro, Léia e um "figurante-léia"...
3 Umas das várias tomadas com a banda dançando por lá
4 Ludov fazendo a canção escolhida...