novembro 26, 2008

salmão

Clique pra ver o tamanhão original.


Chegando os dias de acabar com o ano, lendo notícias maravilhosas e muito tristes por aí.

E o céu apronta uma dessas, num dia marinado de pensamentos.

No século 12 houve um dia verde, há registro.

Eu vi um dia azul no jardim de infância e no rock'n'rio.

Um dia amarelo chegou de repente há 26 anos atrás.

Dias roxos na paixão de Cristo na cidade de Amparo, eu ia atrás de minha avó.

E milhares de dias abobrinhas nos anos 80.

Cores, nomes.

If I were a carpenter, faria um estilingue vermelho. Pedra na minha vidraça.

Eita.

Rosa? You tell me.


Foto de Maria Fernanda e Billy Sam.

Blogado por Enio Martins at 07:41 PM | Comentários (0)

novembro 20, 2008

Gostei

Guster - Two Of Us (live)

Sufjan Stevens - What Goes On

Elliott Smith - Because

Johnny Cash - In My Life


Eels - I'm Only Sleeping (live)


E bom feriado.

Blogado por Enio Martins at 12:12 PM | Comentários (2)

novembro 11, 2008

There are places.

Do I Can Haz Cheesburguer.

Blogado por Enio Martins at 01:33 PM | Comentários (1)

novembro 10, 2008

Vida real


(clique pra ampliar)

Daqui.

Blogado por Enio Martins at 01:26 PM | Comentários (0)

novembro 09, 2008

Pessoal e subjetivo

Blogado por Enio Martins at 01:20 PM | Comentários (1)

novembro 08, 2008

Pessoal

Outro dia tomei remédio pra reequilibrar quimicamente seres-humanos. Fiz uma refeição pra forrar o estomago, tomei um copo d'agua com a pílula. Não havia nada na bula sobre qto tempo levaria pra eu voltar a ser-um-ser humano equilibrado. A doutora dizia que dependia muito de mim. Procurando por usuários na internet li que pode-se passar um mês até que eu note diferenças.

Se psicossomatizei ou não, fato é que duas horas depois de tomar comecei a me sentir diferente. A medida que o tempo passava, a diferença entre o eu-que-eu conhecia dos últimos tempos para o eu-pílula ia aumentando consideravelmente.

Sou uma calma bomba nuclear por natureza. Explodo sozinho dentro de mim. Quase sempre as pessoas não ouvem barulho, não ouvem palavrões. Um lord do desassossego. Pessoas mais próximas, claro, sofrem arranhões profundos cutucando minha onça com vara curta. Dói em mim e nelas. Muito.

Voltando à pílula, a medida que o tempo avançava, um novo-eu aparecia. Um novo tipo de calma tomou conta de mim. Uma calma que chegava com um novo tipo de raciocínio: o caos continuava ali na minha frente. Mas a análise fria do caos não me agradava. Meio assim como quando eu leio um texto de alguém sobre um assunto de meu interesse, mas sem o mínimo de identificação com a análise feita.

Era como se alguém pensasse por mim usando meu cerebelo.

Nos quatrocentos efeitos colaterais na bula, esse não constava.

Aliás, os efeitos colaterais não eram nada bonitos e atraentes. Alguns compareceram. Uma leve dor de cabeça que não largava de mim, um leve enjoo que não me fazia vomitar e um ataque à minha já combalida libido sexual e musical. As mulheres passaram a ser de borracha de pneu queimado; meu violão não saiu da capa e parou de bolir.

Dormir ficou - quase - mais fácil. A vontade de beber sumiu.

Pensando bem, as coisas começaram a perder a graça. Tomei durante 3 dias.

No quarto dia resolvi ressussitar. Parei com aquilo.

As coisas não andam fácéis pra mim. Nem um pouco. Mas ainda prefiro ter aquela velha opinião de buscar entusiasmo sobre tudo. Por conta própria.

Não nasci pra não ser eu. Acho que voltei.

Blogado por Enio Martins at 12:59 PM | Comentários (5)