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Eu acredito em “nascer sabendo” (dom, talento) e em “aprender enquanto se vive” (estudo, técnica, esforço). Por experiência profissional o que mais me aparece, infelizmente, é o não-nasci-sabendo-faço-de-tudo-um-pouco.
Aqui no Brasil fazer empada pra fora, capa de sofá e outros tremiliques enquanto se diz que é doutor é MUITO comum. Deve ser necessidade de sobrevivência, cacoete cultural, sei lá.
Fato é, não é? É.
Há uns 20 dias dei de cara com um podcast do Diogo Mainardi. Fiquei besta de tão ruim que era, gente.Tão ruim que resolvi escrever sobre. Antes que pensem e digam: não tenho hábito de falar mal dele, não entro em discussão sobre a antipatia do cara. Mesmo. Assisto quase nunca o manhattan Connection (francis e nelson nunca foram substituídos a contento, never ever) e quando assisto o cara nem incomoda. É um personagem e pronto. Deixe que as meninas da blogosfera o achem gato, que um monte de gente o ache um mala arrogante. Não tô nem aí. O papo aqui é o podcast.
Voltando ao assunto, no dia que resolvi fazer o post leio esse outro com o mesmo tema na Rosana Hermann:
"A leitura em voz alta também é um dom.
Gente muito boa, conceituada, que fez carreira na mídia impressa ou na TV, já levou tombo no rádio.
Em áudio, quase todo mundo é chato.
Ao vivo, ainda vai.
Mas gravado, é um teste difícil.
Tente gravar um podcast sozinho pra ver.
Provavelmente você vai apagar vinte arquivos antes de deixar um deles ir ao ar.
Acabei de ouvir mais um exemplo que corrobora a tese, num podcast do Diogo Mainardi.
Quase caí pra trás.
Ouça você também (aqui).
Não parece um aluno de 5a. série lendo sua composição em voz alta na sala de aula?"
Parece, Rosana.Claro que parece! (talvez um aluno da 1a série?)
Inúmeras vezes recebi telefonema de diretor comercial de rádio pedindo para eu produzir um “programete piloto de rádio” com fulano da bolsa de valores, sicrano do marketing de tal agência, beltrano que é diretor de multinacional ou com o doutor fuinha da clínica x.. Temas variados como dicas de mercado, tendências, estética, medicina preventiva, política, etc.
Em comum essa gente tinha um possível patrocinador e uma dicção horrorosa. Eu tentava, juro. Ia pro estúdio e passava um bom tempo tentando dar jeito naquilo. 99% do que aparecia não tinha salvação. Bastava o cara saber que estava gravando pra se transformar noutra pessoa: a voz mudava, a cara travava, perdia a naturalidade.A pessoa é outra em fração de segundos.
A coisa toda ainda é um mistério pra mim. Alguns sabem fazer outros não. Por quê? Qdo eu dizia “não leia, fale come se estivesse conversando com um amigo” e a gravação saía boa, bingo. Qdo essa dica de nada resolvia, esquece.
Pergunta: há quanto tempo o Mainardi faz esse podcast? Ninguém da produção da Veja diz nada? Será que o Mainardi sabe como esse troço tá mal feito?
Mistério. Eu nem ia mais escrever depois que li a Rosana. Mas como fui provocado por uma amiga do cara, talvez ela leia e pergunte a ele...
Mainardi, tu até pode ser bom em capa de sofá e empada pra fora. Mas podcast...
*Pra quem quiser ouvir os outros, link aqui.
Blogado por Enio Martins @ fevereiro 14, 2008 08:31 AMEstá inaugurado o "empadacast".
Comentado por Ritchie @ fevereiro 14, 2008 09:29 AMBah! Li na Rosana e na hora lembrei de vários modelo-atores(?) que tive de dirigir. Acontecia o mesmo fenômeno. Eu olhava para meu diretor de fotografia e comentava: Temos mais um Batatinha Quando Nasce, pela frente.Cunhei o apelido para o estilo. Sem dar nome aos bois mas com referências que facilitam a lembrança, digo que um grande exemplo foi uma certa menina que ficou famosa no seu primeiro comercial que lembrava as emoções do primeiro sutiã. Sacou, né? Não quero que o google a traga até aqui :) Tive o azar de fazer seu primeiro com som. E o dono da agência fez o favor de passar para a mãe da modelo-atriz, o texto do comercial. Não deu outra. A mãe pra me ajudar ensaiou a filha no hotel. E como o que está ruim ainda pode ficar pior a mocinha tinha língua "preça" Foi Batatinha de cabo a rabo. A versão menos errada ou menos ruim foi a que foi ao ar e foi porque tinham pago o cachê da celebridade. Pelo que acompanhei não vingou na carreira de atriz. Tive outros tantos perrengues para gravar spots com gente do estilo.
Sei bem o que estás falando :)
Beijo
Comentado por Cris Carriconde @ fevereiro 14, 2008 12:13 PMCris, a sumidinha. Pois é, babe. Dureza...
E aê? Já voltou pro Rio? Tô armando uma com teu amigo Ramil + Fred martins em breve.
beijão!!!
Comentado por enio @ fevereiro 14, 2008 12:23 PMAinda bem que a composição da quinta série tem conteúdo, né? Eu não defendo o Diogo por considerá-lo linnnnndo. Já passei dessa idade e não sou nenhuma "mainardete do turko". A Rosana Hermann nem pode falar muito sobre o assunto, já que sua voz é absolutamente sofrível e ela por diversas vezes apareceu na TV e no radio falando abobrinha ou não. O fato dela ser natural quando fala, não tira o defeito de sua voz. O fato é que o Diogo "tá aí" se a voz dele é boa ou não para o podcast ou mesmo para o Manhattan. E quem estiver com vontade de ouvir um "Ti amo" dele vai se lascar. Ou você e a Rosana consideram que o Willian Bonner narraria as estripulias do PeTê com a Telecom Italia com mais naturalidade, se é que ele teria essa coragem toda? Acho que me estendi e não queria polemizar, mas já polemizei. Que venham os chicotes, já que, como você mesmo disse, o homem é odiado por tanta gente.
Comentado por marie tourvel @ fevereiro 14, 2008 03:32 PMÔ, Marie.
O post é sobre o "mainardi podcast". Sim, tem conteúdo! mas tá embalado naquela leitura joiada.
Sobre a Rosana nem posso dizer que a conheço, nem amigo sou. Mas se o que acho dela interessa um pouquinho, digo que...gosto da voz dela! Ela fala rouquinho. Lembro dela da época do "Boi na Linha" da Jovem Pan (tá, o conteúdo era bem discutível).
A Rosana tem o dom da verve, independente do conteúdo, não consigo achar diferente.
O Bonner é o mala da penteadeira. Não desliga o teleprompter nem pra brincar com as crianças.Não gosto.
Então não importa se a voz é de locutor ou rouquinha ou normalzinha: vale saber comunicar, okeijo?
Repito: o post é sobre o sofrível podcast do glorioso Mainardi. E só!
=^D
Mas eu também me refiro ao podcast. Eu gosto. O Diogo não precisa falar bonitinho ou "natural". Só precisa continuar denunciando, mesmo que para poucos. Mesmo no, segundo você, sofrível podcast. Eu já me dou por feliz. Vou consultá-lo, prometo.
Comentado por marie tourvel @ fevereiro 14, 2008 04:22 PMSumidinha, nada!
Assinei o RSS e acompanho tudo :)
Continuo em Pelotas. Volto para o Rio no fim do mês.
Tomara que saia um show com a dupla.
Beijo
Se passar por PoA apareça prum chimas, Cris.
Beijao!
Comentado por enio @ fevereiro 15, 2008 02:03 PM