A criação parece surgir da imperfeição. De esforço e frustração. É daí que a linguagem nasce. Isto é, vem do nosso desejo de transcender nosso isolamento e ter um tipo qualquer de conexão com o outro. Deveria ser bem simples em tempos onde era só uma questão de sobrevivência, do tipo definir coisas como "água", por exemplo. Ou "tigre com dentes de sabre bem atrás de você". Arrumamos um som para aquelas coisas.Mas fica mesmo interessante, acho, no momento que passamos a usar um sistema de símbolos comuns pra expressarmos coisas abstratas e intangíveis que experimentávamos. Como frustração. O que é "raiva" ou "amor"?
Quando eu digo "amor" o som sai da minha boca e atinge o ouvido de outra pessoa, viaja pelo conduíte greco-romano do cérebro, tu sabe, através de suas memórias de amor ou da falta de amor e registra o que estou dizendo. Daí o outro diz "sim, entendi".
Mas como eu vou saber se ele compreendeu realmente? São apenas símbolos, saca? Muito de nossas experiências pessoas são intangíveis.Outro tanto de nossa percepção não pode ser expressa com palavras. É intraduzível.Mesmo assim quando nos conectamos com outra pessoa - e nós percebemos que a conexão acontece - achamos que somos compreendidos. Acho que percebemos um sentimento de comunicação espiritual.
E aquele sentimento é breve, mas penso que é por isso que vivemos.
Blogado por Enio Martins @ agosto 13, 2007 11:06 AMFilosofia pode ser rocquenroll, pode ser mais que a manelandia quer.
Filosofar dá barato.
Beijos!
Ulha 2...
Comentado por enio @ agosto 19, 2007 06:56 PM=)
Comentado por Simone Lee @ agosto 30, 2007 08:11 PM