junho 30, 2007

Vitor Ramil, me diz aí o "como assim"?


Chove na tarde fria de Porto Alegre
Trago sozinho o verde do chimarrão
Olho o cotidiano, sei que vou embora
Nunca mais, nunca mais

Chega em ondas a música da cidade
Também eu me transformo numa canção
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí

Ramilonga, Ramilonga

Sobrevôo os telhados da Bela Vista
Na Chácara das Pedras vou me perder
Noites no Rio Branco, tardes no Bom Fim
Nunca mais, nunca mais

O trânsito em transe intenso antecipa a noite
Riscando estrelas no bronze do temporal
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí

Ramilonga, Ramilonga

O tango dos guarda-chuvas na Praça XV
Confere elegância ao passo da multidão
Triste lambe-lambe, aquém e além do tempo
Nunca mais, nunca mais

Do alto da torre a água do rio é limpa
Guaíba deserto, barcos que não estão
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí

Ramilonga, Ramilonga

Ruas molhadas, ruas da flor lilás
Ruas de um anarquista noturno
Ruas do Armando, ruas do Quintana
Nunca mais, nunca mais

Do Alto da Bronze eu vou pra Cidade Baixa
Depois as estradas, praias e morros
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí

Ramilonga, Ramilonga

Vaga visão viajo e antevejo a inveja
De quem descobrir a forma com que me fui
Ares de milonga sobre Porto Alegre
Nada mais, nada mais


Cris Carriconde, grato pelo presente em mp3 que ganhei há tanto tempo.


Blogado por Enio Martins @ junho 30, 2007 12:04 PM
Comentários

Sabia que um dia ias entender melhor esses versos.
Aires del sur :)*

Comentado por Cristina @ julho 5, 2007 02:34 AM

Sabia, né?


Beijão!

Comentado por enio @ julho 5, 2007 08:49 AM

chê, essa foto é do teu apê?

muito massa.

Comentado por leo mereu @ julho 19, 2007 12:15 PM

chê, essa foto é de um outro apê.

hospital de clínicas lá no fundo, salvo do raio.

câmera no alto da cidade baixazenha.

muito massa.

Comentado por Astrid K @ julho 20, 2007 02:35 AM
Participe!









Lembrar de mim?