
Clique no rosto do apresentador mais sério do país e caia no blog novo.
O homem, o mito e um dos autores falcatruas do Blog'n'Roll está de endereço novo.
"Estranha vinheta instrumental, de inspiração claramente blacksabbathiana, composta apenas por Rita. Dá a entender que havia alguma coisa a mais ali, que pode ter sido censurada" (RS)

Clique no navio pra ler o que ricardo schott escreveu sobre o disco todo...
E MAIS:
+ Na época da gravação do disco, Rita começou a sentir que o interesse do presidente da Philips, André Midani, em sua pessoa, era bem mais do que apenas musical. Os dois começaram um affairzinho que Rita levou adiante um pouco por querer se vingar de Arnaldo (que não gostava de André), um pouco por querer ver seu disco bem trabalhado. Não adiantou nada: a gravadora não gostou do disco, nem investiu um tostão furado. Rita rompeu ao mesmo tempo com André e com a Philips, puta da vida, no meio de uma reunião do tal "grupo de trabalho" da Philips (para a qual tinha ido viajando de ácido).
+ Rola uma lenda que algumas letras do disco Atrás do porto... teriam sido censuradas, o que teria abortado ainda mais o processo. Se é lenda ou não, o fato é que o logotipo do disco lembra vagamente a bandeira do Brasil. E a tal "cidade" da capa lembra muito um mapa do Brasil também. Lendas e mais lendas...
+ A ficha técnica do disco foi toda escrita à mão por Rita, em forma de diário - algo que foi mantido na versão CD. Entre um crédito e outro, há mensagens cifradas (como o agradecimento a "baurets"), recados pessoais e verdadeiras crônicas do momento pelo qual Rita passava, gravando um disco e querendo vê-lo acontecer.
+ Além do disco, há gravações de Rita na Philips que só saíram em singles ou em coletâneas, como "Paixão da minha existência atribulada" (ao lado de Lucia Turnbull) e "Nessa altura dos acontecimentos", além das três faixas ao vivo do LP Hollywood Rock, de 1975 (breve neste blog), "E você ainda duvida?", "Minha fama de mau" e "Mamãe Natureza". Há também um dueto entre Rita e Erasmo Carlos, "Minha fama de mau", que saiu num disco de carreira de Erasmo, Erasmo Carlos Convida..., de 1980. Nenhuma dessas gravações foi resgatada em CD.
+ O encarte do LP original - mantido na reedição em CD - trazia um pôster da banda, no maior clima lambisgóia-new-york-dolls (com destaque para Rita quase fantasiada de Ziggy Stardust).
+ A resenha ao lado é sobre o disco Atrás do porto tem uma cidade e foi publicada num site norte-americano especializado em música brasileira. Sente só: "Now officially no longer a member of Os Mutantes, Lee pursues a fairly similar musical direction - proggish boogie rock which they hope will pass as glam. Her new band, Tutto Frutto, dress like Gary Glitter clones, but they play fairly belabored, sometimes math-y, guitar rock... the most interesting touch is a frequently-used rising synth riff, lifted straight out of the Zombies' "Hung Up On A Dream". This is still borderline noteworthy, but (in all honesty) still a bit hard to take. If you were able to hang with the later Mutantes albums, then this might also work for you".
+ Além de Atrás do porto..., Rita ainda chegou a iniciar as gravações de um segundo disco com o Tutti-Frutti pela Philips. O disco, que seria a primeira produção assinada por Liminha, não foi lançado por causa da rescisão de contrato de Rita com a Philips. Mas nos anos 90, o jornalista e investigador musical Marcelo Fróes (também editor do tablóide International Magazine) tentou lançar o disco, já em CD. Marcelo teve apoio de Rita, mas esbarrou em problemas com um dos músicos do Tutti Frutti, que registrou o nome da banda (coisa que nem Rita fez) e exigiu receber royalties. Uma pena.
Any time, any day
You can hear the people say
That love is blind
Well, I don't know but I say love is kind
Soldier boy kisses girl
Leaves behind a tragic world
But he won't mind, he's in love
And he says love is fine
The wonder of it all baby, yeah-yeah-yeah

Justiça dos EUA manda prender policial do Village People
Mulher do Varal (Mário Fabre)
Financiei um disco voador
pra visitar o espaço sideral
o ET que me vendeu
não tinha nota fiscal!
fui pego numa blitz marciana
e preso por um marcilicial
pois eu não tinha documentos
e nem habilitação universal...
Fui parar num pau-de-arara flutuante
com uma algema tridimensional
me puseram um capacete
com uma única lente bifocal!
Lá nada via e tão pouco via
o infininito e azul celestial...
Uma única mulher me resgatou
estendendo um imenso varal sem pontas
e reto como o horizonte,
me pendurei pra salvar minha pele mortal.
Pensei que estava tudo perdido
e que mesmo no céu vivia o inferno astral...
Se isso aconteceu mesmo não sei,
me apaixonei pela mulher do varal,
gostaria que fosse verdade,
porque lá tava mó legal...
Mário Fabre foi baterista do Blues Etílicos, tocou com Sérgio Dias, é titular da banda de Leo Jaime e excursiona com a gente na turnê dos Anos 80. Piadista de plantão, mó gente buena.
Outro dia me contou que gravou um disco. Tocando guitarra e cantando! Todas as músicas são dele. Mário, quem diria, é uma espécie de Dave Grohl. Canta bem mesmo, timbre médio-agudo. Nas músicas dele uma coisa meio punk, meio Tutti Frutti, Ozzy, Strokes, Seixas, Ultraje. Aliás, Roger Rocha cantou uma com Fabre no CD.
Muito bom. Mário, tô contigo nessa.
ps: se algum amigo radialista se interessar mando amostra grátis. pensando bem, mando também se o amigo não for radialista...
Even if you had no cause
James Dean, you said it all so clean
And I know my life would look all right
If I could see it on the silver screen

We'll talk about a low-down bad refrigerator,
You were just too cool for school
Sock hop, soda pop, basketball and auto shop,
The only thing that got you off was breakin' all the rules
James Dean, James Dean
So hungry and so lean
James Dean, you said it all so clean
And I know my life would look all right
If I could see it on the silver screen
Little James Dean, up on the screen
Wond'rin' who he might be
Along came a Spyder and picked up a rider
And took him down the road to eternity
James Dean, James Dean, you bought it sight unseen
You were too fast to live, too young to die, bye-bye
You were to fast to live, too young to die, bye-bye
Bye-bye, Bye-bye, Bye-bye, Bye, bye
Falar bem do blog da Marina é chover no molhado. Vejam que maravilha:
Adorava jazz, conheceu Frank Sinatra, quando o cantor esteve no Brasil. Não sabia inglês mas cantava todas as músicas de Cole Porter.
Só usava sapatos novos. Depois jogava fora.
Só andava de táxi, apesar de saber dirigir. Teve um único carro na vida, um jeep.
Não falava palavrão e era moralista.
Tinha o mesmo círculo de amigos há quarenta anos.
Costumava dar gorjetas gordas, tipo 100 reais.
Só andava com notas novas, esticadas e dobradas. Moedas só as bem limpas.
Gostava do Fasano e outros restaurantes bons. Mas tb curtia restaurantes na beira da estrada.
Tinha mesmo todos aqueles tiques.
Comia com talher de sobremesa.
Era especialista em vinhos.
Na sua cobertura em Serra Negra só tinha uma roda de carro de boi na cozinha (servia como mesa), um tronco na sala (sofá) e um telefone. Não tinha cama.
No seu apartamento em SP só tinha uma cama de casal, um fogão e uma geladeeira.
Gostava de café com água mineral. Forte e sem açúcar.
Costumava comprar 40 cartelas da Telesena e distribuir para garçons, motoristas de táxi e seguranças.
Financeiramente era bem de vida.
Não usava carteira, relógio, nem celular. Costumava levar suas coisas, cigarros e tudo mais numa sacolinha de supermercado.
Um vez sua mulher se apaixonou por um vestido numa vitrine. No dia seguinte ele deu à ela doze idênticos.
Teve seu primeiro emprego aos 27 anos. Antes morava em barracões.
Não gostava de boxe e chuveiro. Prefiria que a água saisse pelo cano.
Vou te dizer, eu adoro pessoas originais e é a coisa mais difícil de se encontrar. Golias era Rei e único. Sem cópias."
Endossada, Miss W.
Back in 1870 just beneath the Great White Way
Alfred Beach worked secretly
Risking all to ride a dream
His wind-machine
His wind-machine
New York City and the morning sun
Were awoken by the strangest sound
Reportedly as far as Washington
The tremors shook the earth as Alfie
Blew underground
Blew underground
He blew underground, yeah
Ahh
All aboard sub-rosa subway
Had you wondered who's been digging under Broadway?
It's Alfred
It's Alfred
It's Alfred
Poor Al, woh no Al
As for America's first subway
The public scoffed, "It's far too rude"
One station filled with Victoria's age
From frescoed walls and goldfish fountains....
To Brahmsian tunes

crique: pusta som. recomêindo.

crique: see also (nada e tudo a ver)

Entro na padaria, começo da noite de domingo. Peço uma pizza safada e espero por ali. Um sujeito de aparência decente - lá pela terceira ou quarta cerveja - fala um pouco mais alto que todos. Fala com o filho pequeno que pediu um doce. O pai, nada doce, quase gritando diz pro filho não 'pentelhar, parar de ser mimado, não ia ganhar doce nenhum. O filho pára de pedir. Minutos depois o garoto pede água. O pai atento berra que "não vai dar doce porcaria nenhuma, não amole, não encha meu saco". Eu desisto da pizza e vou embora.
Gosto de conversar, prosear. Mas detesto ser tirado de meu sossego com papo furado.
De repente essa coisa do referendo das armas. De quem foi a idéia? De onde isso surgiu? Desde quando estão sabendo que essa coisa ia começar? Por quê ninguém falava disso até semana passada?
Artistas, juristas, médicos, jornalistas e muitos istas aparecem pra me dizer que devo decidir se quero ou não quero que armas continuem a ser vendidas por aí.
Como se minha opinião e o resultado das urnas fosse mágico e, realmente, darão um basta às mortes acidentais, propositais ou outros tais provocados pela venda dessas máquinas.
Como se meu voto pudesse impedir tragédias movidas pela paixão, burrice e álcool. Sim, porque o combustível do gatilho passa por nosso prosaico cotidiano, pelas padarias que vendem pizza domingo de noite.
Proíbe-se a venda, armas sumirão, paz. Eba. Viva.
Um saco essa cegueira. Mais cadeias e menos armas não resolvem problema algum. Hospitais e escolas, talvez.
Acho um acinte, uma porcaria a Veja gastar tanto papel e capa pra me dizer, numa opinião doida de mão única, que eu devo preservar meu direito de andar armado.
Acho acinte também atorecos aparecendo nos intervalos da novela Bang Bang (hohoho) pedindo para eu dar uma chance à paz.
Cara pálida, não é por aí.
Dia 23, obrigado pela lei, vou. O dia do referendo das armas também é o Dia do Aviador. Há mesmo algo no ar além dos aviões de carreira.
When I hold you in my arms
And I feel my finger on your trigger
I know nobody can do me no harm
Because happiness is a warm gun, momma, yes it is.
(joão lemos)

Star quality não é pra qualquer um, né?