
Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you right on the head
You better get yourself together
Pretty soon you're gonna be dead
What in the world you thinking of,
laughing in the face of love?
What on earth you tryin' to do?
It's up to you, yeah you
Instant Karma's gonna get you
Gonna look you right in the face
Better get yourself together darlin'
Join the human race
How in the world you gonna see,
laughin' at fools like me?
Who in the hell d'you think you are?
A super star?
Well, all right, you are!
Well we all shine on,
Like the moon and the stars and the sun.
Well we all shine on,
Ev'ryone, come on!
Instant Karma's gonna get you,
Gonna knock you off your feet
Better recognize your brothers,
Ev'ryone you meet
Why in the world are we here?
Surely not to live in pain and fear
Why on earth are you there?
When you're ev'rywhere!
Come and get your share!
Instant Karma, do Lennon.
A lei da causa e efeito.
Karma é a crença de que as nossas ações repercutem nessa e em vidas futuras. O conceito do karma é popular nas religiões hindus e no budismo. Quer dizer "ação" em sânscrito. A idéia de Lennon sobre o 'instante karmico' é quase mais urgente, diz respeito a um efeito imediato por nossas ações: no próximo minuto, agora. Pra tentar ser melhor. Senão...
*Ele cortou o cabelo em casa bem curto, compôs, ensaiou, gravou e lançou o single e um "clipe" de Instant Karma em sete dias. Os Beatles nem tinham acabado ainda (dois meses depois deu um 'instant karma' em Paul McCartney e disse que acabou-se tudo).
Não é novidade nenhuma, faz tempo que vi isso por aí. Mas esbarrei nisso outro dia e lembrei.
Clique nas figuras pra ouvir.
Mas eu gosto mesmo é dos Led Cats:

She would never say where she came from
Ela nunca diria de onde está chegando
Yesterday don't matter if it's gone
Ontem não importa se já passou
While the sun is bright
Enquanto o sol brilha
Or in the darkest night
Ou no breu da noite
No one knows
Ninguém sabe
She comes and goes
Ela vem e vai
Goodbye, Ruby Tuesday
Tchau, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
Quem é que pode colocar um nome em você?
When you change with every new day
quando vc muda a cada dia
Still I'm gonna miss you...
ainda sentirei sua falta
Don't question why she needs to be so free
Nem pergunte pq ela precisa ser tão livre
She'll tell you it's the only way to be
Ela te dirá que é assim que tem que ser
She just can't be chained
Ela simplesmente não pode ser acorrentada
To a life where nothing's gained
Numa vida onde nada se ganha
And nothing's lost
E nada se perde
At such a cost
por um preço desses
There's no time to lose, I heard her say
Não há tempo a perder, ouço ela dizer
Catch your dreams before they slip away
Segure teus sonhos antes que eles adormeçam
Dying all the time
Morrendo o tempo todo
Lose your dreams
Perca seus sonhos
And you will lose your mind.
E você perderá o juízo
Ain't life unkind?
Não é a vida, incomum?
Não cobre e nem pegue no pé de certas garotas. Deixe rolar e segure a onda. Be a macho.
(Keith Richards)

Puta merda, me desculpem a boca. Alan Freed, Big Boy e John Peel. Pronto, a santíssima trindade dos DJs do rádio que faz diferença está tocando fogo em algum lugar do cosmo.
Em viagem de férias ao Peru (leia um treco aqui), morreu aos 65 anos de idade, John Peel. 40 anos de uma carreira única na história do rádio inglês e mundial, Peel levou ao seu programa na Rádio BBC astros (desde a fase "quem são vocês" até ao stardom) como U2, Smiths, Bowie, Pulp, Cure, enfim, a lista é imensa.
"Você não tem a garantia de ser alguém até tocar e conversar com John Peel" é uma máxima entre músicos ingleses.
Peel merece um super post. Eu tô ocupadaço agora, mas volto ao tema. Putz, John Peel. Saiu de férias e deixou Robert Smith e outros tocando o que quisessem no seu programa.
Como diz jampa, tá morrendo gente que nunca morreu antes.

O 14-Bis era foi feito de bambu, alumínio e seda chinesa. Tinha 12 metros de uma ponta à outra da asa.E 10 metros de comprimento. Pesava 220 kg, incluindo o magrinho e baixinho Santos Dumont (esse nome não é bacana?) e voava com motor um cadinho menos potente que um carrinho popular: tinha 50 HP.
Há 98 anos.
Irmãos Wright? Pra mim são irmãos Wrong.
Amiga da casa há muito, Fer Guimarães Rosa frequenta alguns shows bacanas pela Califórnia. Porta voz brasileira de Bob Dylan, ela conferiu nesta segunda o show da nova tour de Robert Zimmerman, o bardo.

Do Chatterbox direto para o Blog'n'Roll:
Foi o meu presente de aniversário dado pelo meu filho. Antes de começar o show liguei pra ele - obrigada pelos tickets, estamos bem sentados. Eu e o meu guarda-costas!
Não vou poder dizer que este foi um show memorável, como o segundo show do Dylan que vimos, um mês após os ataques terroristas ou o terceiro, quando eu dançei na frente do palco. Mas foi um show bom.
O problema foi basicamente o lugar, uma quadra de basquete no campus da UCDavis. Bem diferente de ver o Dylan no maravilhoso e cheio de história Memorial Auditorium, em Sacramento.
Mas ver o Dylan é sempre uma experiência fascinante, pois ninguém pode prever o que vai acontecer. Desta vez, a mesma banda que o acompanha há anos, comportou-se e vestiu-se da mesma maneira de sempre. Down-to-earth fellows, vestidos de terno cinza e camisa preta, chapéus de músicos de jazz, eles tocam e se colocam no palco como uma banda rockabilly. Eles são muito cool!
E Dylan, todo de preto com botas e chapéu de cowboy, passou o show inteirinho no canto esquerdo do palco tocando um pianinho e cantando curvado.
A set list foi muito estranha. Eu tive um pouco de dificuldade para sacar que música ele estava cantando. Até as manjadas "It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)", "Highway 61 Revisited" e "Don't Think Twice, It's All Right" estavam difíceis de reconhecer.
O Senhor Urso, famoso por ficar reclamando e tentando me distrair em TODOS os shows do Dylan em que já fomos, levou uma patada injusta. Ele disse - não entendo o que ele canta.... E eu, já toda defensiva argumentei com cara de brava - pois é, no próximo show vou contratar um interprete pra ficar traduzindo tudo pra você: agora ele disse isso, agora ele disse aquilo.... Calei o Urso na lata, mas fiquei morrendo de culpa por ter sido tão ríspida. A verdade é que NINGUÉM entende mesmo o que o Dylan canta. Mas por quê? Será que é porque ele está de saco cheíssimo de cantar as mesmas baladas por mais de trinta anos? Na minha opinião de fã condescendente, acho que é porque ele canta como ele quer e pode. O que é fantástico para uns - ele reinventar suas músicas, é um horror para outros - ficar sem saber what the heck ele esta grunindo.

Mas ele cantou do jeitão dele, sem se mover muito e voltou para um encore que realmente arrasou, com a maravilhosamente manjada "Like A Rolling Stone" e "All Along The Watchtower" botando pra quebrar. No final, agarrou um ramalhete de rosas, ficou ali no palco meio cambaleando numa pose de agradecimento de teatro [ele também nunca parece natural interagindo com o público] e saiu apressadamente junto com a banda. Dylan, uma figura pequena, discreta, de chapéu e botas de cowboy, que não se presta a nenhum salamaleque.
Um grupo de meninas ao nosso lado se acabou de tanto dançar durante o show, o que me fez pensar que a música deste poeta nunca vai sair de moda e que Mr. Zimmerman is still ROCKING!
Bob Dylan - The ARC -UCDavis - 18/10/04
Set list : "To Be Alone With You", "Señor (Tales Of Yankee Power)", "Tweedle Dee & Tweedle Dum", "Under The Red Sky", "It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)", "Moonlight", "Cold Irons Bound", "Just Like Tom Thumb's Blues", "Man In The Long Black Coat", "Highway 61 Revisited", "Saving Grace", "Honest With Me", "Don't Think Twice", "It's All Right", "Summer Days".
encore: "Like A Rolling Stone", "All Along The Watchtower".

Clicando no relógio acima vc caiu no site oficial e sabe quanto tempo falta e muito mais...
Estão vendendo como o maior concerto de rock do mundo. Será que é? Talvez sim, talvez não. Nós, dinos, já vimos tanto woodstock, bangladeshis, rockinriosdedinheiros que acabamos ficando na dúvida.

O que? tá achando isso conversa de velho? Hum. Onde vc estava em 1985? Se estava no berço, está parcialmente permitido zombar de mim, pobre dino. Mas se vc se lembra daquele concerto de logística complicadíssima dos dois lados do oceano, solidarize-se comigo.

Até o Live Aid chegar, o U2 para mim era apenas mais uma banda nova aparecendo. Depois que vi Bono Vox cantando "Bad" daquele jeito, pensei "mais um 'grande' mesmo. Vai ficar".


Para os dinos como eu, para os médios dinos na casa dos 30 e poucos (e para a turma do berço) chega em novembro no mercado uma caixa com quatro DVDs maravilhosos: o Offcial Live Aid DVD.
Rock the craddle, baby.

Foram dois concertos simultâneos: Londres e Filadélfia. Aconteceu dia 13 de julho de 1985. Por isso escolheram treze de julho como dia do rock. Uma audiência de 1.5 bilhão de pessoas no mundo todo. A pergunta não é "quem tocou?". A mais certa é "quem não tocou?".

David Bowie, Queen, U2, Mick Jagger, Tina Turner, Sting, Madonna, Elton John, The Who, Simple Minds, Led Zeppelin, Eric Clapton, George Michael, putz, não vou colocar todo mundo aqui, não. Só mais um: Phill Collins, o fominha, que tocou em Londres e Filadélfia. No mesmo dia! Pegou um Concorde para tocar bateria e cantar nos dois lados do atlântico.

Lançamento mundial dia 08 de novembro. O site oficial traz acima do menu um relógio digital contando quanto falta para o lançamento. Dê um pulinho lá. Milhares de fotos, amostras dos shows (as fotos de tv tirei dos clipes disponíveis), informações e curiosidades para quem gosta. Ah, sim: tem o clip de "Do They Know it's Christmas Time" e um documentário sobre o single que foi hit num distante natal. Essa música acabou desencadeando a história do concerto.

Embora eu não tenha lido em nenhum lugar do site para onde é que vai o dinheiro arrecadado com a venda dessa caixa, ali diz que trata-se de um lançamento da Warner Vision International. Mas o The Band Aid Trust está endossando o lançamento. Ah, claro: tanto naqueles tempos quanto nesse lançamento, Sir Bob Geldof é o arquiteto e mola mestre do projeto.

Todo dia é dia de samba e rock.

Clique no bumbo do Ringo e caia no site do Circo
Uma parceria maravilhosa que vai dar - já está dando - o que falar: os Beatles e o Cirque du Soleil. Será produzido, dentro da linha criativa e fantástica que tornou as duas marcas pop adoradas no mundo, um espetáculo de teatro-circo-música. Será apresentado no Mirage, hotel-cassino de Las vegas, onde foi apresentado durante anos o espetáculo circense Siegfried & Roy (que acabou porque Roy foi morto por um tigre).
O teatro do Mirage será reformado totalmente e ampliado com requintes tecnológicos.
Pelo lado dos Beatles Neil Aspinall supervisiona o projeto, que está sendo formato por Paul e Ringo; com pitacos (claro) de Yoko e Olivia Harisson.
Guy Laliberte, fundador do circo, diz que o show trará as tradicionais acrobacias artísticas unidas a uma grande celebração da música dos Beatles. Ele discutiu muito esse projeto com George Harrison.
São três partes envolvidas: o Cirque Du Soleil, Apple Corps e o Hotel Cassino Mirage. Com orçamento de 100 milhões de dólares, o espetáculo deve ficar pronto no segundo semestre de 2006.
Existem especulações de que o mesmo espetáculo poderá ser montado em Tóquio, Londres e Nova Iorque.
Post casadinho com o Radioagência e com o Multiply
(.:. jean | says:
pega a materia do cara do globo, amigo do rr e publica no blogar... aquela que mete o malho na mtv...
Enio says:
a do joaquim?
.:. jean | el carretero! says:
sim.. acho que foi dele... vale o post.)
Eu havia lido, a Ri falou também e jampa me empurra ladeira abaixo. Como a princípio era o verbo, vamos conjugar com o Joaquim. Leiam, crianças.
E aí, beleza?
Eu vi a "Geração é isso aí, galera", semana passada na entrega dos prêmios de videoclipe da MTV, e faço minhas as palavras de Caetano. Tomem vergonha na cara, honrem Johnny Rotten, urinem no túmulo de Jim Morrison e acordem para cuspir na careta desses VJs. Elvis Presley morreu gordo. João Gordo vai morrer magérrimo. Até quando a história do rock vai repetir que um garoto na rua não tem o que fazer além de se juntar a outros, montar uma banda para anarquizar os otários e depois falecer quietinho, com os burros cheios, no caixão de peroba de todos eles?

Vamos parar com essa gritaria de "u-hu" e "valeu, galera". Isso aqui era um estacionamento cheio de som e fúria, hoje é um oásis de tranqüilidade e margaridas do campo, diz a bela música que Caetano Veloso cantou com David Byrne. E agora? Fica todo mundo aos gritos de "é isso, aí", todos aplaudindo a premiação e o blablabá dos VJs de calças Armani rasgadinhas no joelho. Papo furado. O som está uma porcaria não é de hoje, e foi preciso um cara, que já devia estar acoplado a um Vienatone básico, botar mais uma vez os cornos acima da manada e gritar aos moleques que o rei é que está surdo. Ninguém está ouvindo nada. Deve ser culpa da touca Cavallera que o cara do Sepultura, depois de aumentar diabolicamente o som da caixa, desenhou para proteger as orebas dos consumidores e fazer o caixa. Fatura-se em todas as pontas. Custa crer. Tanto coquetel molotov no cavalo dos meganhas para se viver nessa imensa butique de imagens.
Eu queria ser jovem o suficiente para quedar quietinho na paz da minha tatuagem de cobra enroscada, curtindo o jeitão irado de ela ir descendo pelo ombro e cair de boca, a língua esticada, na aranha espalhada pelo cotovelo. Queria ficar na minha, falando um palavrão qualquer, como eu vi os moleques no programa, para fingir que continuo na contramão do discurso. Queria acertar com gel o arrepio exato do cabelo, como fez o Selton Mello. Mas eu vi, agora me lembro o que me traz aqui, eu vi a entrega dos prêmios da MTV e pasmei. Lamento que tenha se passado tanto rock and roll para tão nada. Tantas guitarras quebradas pelo Pete Townsend, a solidão tamanha da Janis Joplin, o tiro esquentado na orelha do Kurt Cobain, a piração que nenhum choque cura do Brian Wilson. Tudo desperdício e, agora se vê, apenas material para anúncio do novo Volks no intervalo VMB 2004.
Valeu o escambau, MTV. Se os Panteras Negras diziam "Queima, baby, queima", os negões do hip hop em 2004 clamam pela "fé na humildade". A rebeldia virou uma coisa velha, uma nostalgia de cara que já entrou nos enta, como esse Caetano 60, não se agüenta e solta o verbo pelos cinco mil alto-falantes. Ela não vai entrar nunca no Top 20, não faz o gênero de chegar na esquina e, como é bordão entre os menores de 20 anos, perguntar serelepe: "E aí, beleza?"
Eu vi a "Geração e aí, beleza?" no Vídeo Music Brasil, todo mundo interessado em não desagradar ao patrocinador da cervejaria, e sinceramente não acredito que o Marcelo D2 acredita que o negócio é "plantar o amor para se colher o bem". Qualé, mermão ?, faça-me o favor. Beleza coisa nenhuma. Estão de novo em cena os jovens que vão matar amanhã a idéia ultrapassada que morreu ontem. E, se é assim, parodiando o discurso do velho baiano em 1968, estamos fritos.

Era uma geração que dizia não ao não. Derrubou as prateleiras, as estátuas, as vidraças, louças, e foi sucedida por outra, mais radical ainda, que via "no future". Eis que agora surge, inteirinha no seu vídeo, a geração que se planta diante dos clipes jeitosinhos da MTV e diz sim ao sim. Todos em busca de um patrocínio maneiro, de olho no futuro que, além de existir, pode trazer uma sorte igual ao do VJ Rafa, escolhido num concurso público. "Ser jovem e morrer" ficava a sua vovozinha, aquela revoltada gritando bordões dos punks.

A juventude, como sempre se soube, é um verbo que se conjuga afirmativo e radical, mas sempre na forma negativa. Ouvi vaias contra uma baladinha da Sandy e Junior na festa. Achei pouco. Li sobre estudantes do Rio que foram às ruas semana passada protestar contra o elevador da faculdade que não funciona. Lamentei a dispersão de energia. Passaram-se as eleições, nenhum vereador se apresentou como articulador no legislativo das portarias jovens. Dei a questão como voto perdido e fui ao Festival do Rio ver o novo Bertolucci, "Os Sonhadores", sobre a revolução da estudantada de maio. O filme abre e fecha com trovões disparados pela guitarra de Jimi Hendrix.

Eu vi na MTV os garotos atrás da música, essa força sonora que fez diferente e deu norte à cabeça de várias gerações no passado. Depois de dezenas de popizinhos, depois de mais uma vez perceber que os caretas por trás dos botões ainda tentam escandalizar a platéia com duas mulheres se beijando e uma saraivada de "porras" gratuitos ?> eu voltei para a bela "(Nothing but) Flowers", de David Byrne.
Caetano cantou e ninguém percebeu, primeiro por causa da porra do som e depois pelo embotamento geral dos sentidos, que a música sublinhava o vazio no furo dos piercings na pele da platéia e na língua dos apresentadores. Falava, com melancolia, como se perfilassse a platéia em frente, das transformações e do que fazer depois que elas chegam. "Não me deixa encalhado aqui/ Eu não me acostumo com esse estilo de vida". E agora?

Os jovens da MTV, e todo ano eu dou uma geral na festa para ver como eles andam, têm os corpos sarados e as idéias gordas. Papai e mamãe deram permissão a todos os doces de sexo. Lambuzaram-se com a pimenta da contravenção comportamental nas últimas décadas. Saciados, cansados, aposentaram a dona rebeldia. Talvez só tirem o pijama se lhes for garantido que em troca vão ficar como o Marquinhos Mion, o VJ que tempos atrás apareceu do nada esculhambando a caretice da estética videoclipe e, depois de uns tempos afastado, reapareceu semana passada na festa do VMB.

Mion não zoou com a cara de ninguém. O bronzeado e o terno branco matariam de inveja qualquer bicheiro de Las Vegas. Seus dentes, que agora brilham, odontologicamente corretos, eram a mensagem. O futuro lhe sorriu.
(Joaquim Ferreira dos Santos)
Texto publicado no O Globo, segunda, 11 de outubro (e totalmente Blog'n'Roll).
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* Post 'amasiadinho' ao anterior, né?
Antes de mais nada, como a boa ética recomenda, este post é inspirado no Dapieve... aliás, foi chupado (opa !) MESMO. Como todo mês eu entrevisto as capas da Playboy e Sexy pro Cor de Rosa, resolvi transformar essas aventuras televisivas em posts.
E a "capa da vez" atende pelo nome de Daniela Cecconello. Cicarelli ? Não, quase. VOCÊ deve lembrar da Dani dos recentes comerciais da Skol, mas saiba que a moça já foi Miss Rio Grande do Sul por duas vezes !

Vai dizer que ela não desce redondo ?
A gaúcha de 25 anos é super-simples, simpaticíssima... topa qualquer roubada. O ensaio dela nas páginas da revista ? No mínimo, honesto. Agora... que ela é MUITO mais bonita pessoalmente, isso é. A visão em 3D ainda é imbatível. Quer saber mais ? Aí só vendo a matéria mesmo... no ar quarta ou quinta depois do feriado, entre 15h30 e 16h30, no SBT.
E pra não dizer que eu só falo de mulher aqui, a "entrevista do mês" também tá bem bacana: Malcom Montgomery, o "ginecologista das estrelas", conta que meninas fantasiam com meninas, curtem sexo anal (ui !) e detestam camisinha. pra quem não sabe, o Malcom é ex da Milla Christye e comedor profissional.
É isso... pra dar aquela força pros meus invejados colegas lá da redação e pra Dani, claro, aí vai o servicinho: a PLAYBOY de outubro já está nas bancas e custa um pouquinho mais do que 10 pratas.
E vale, viu ?
Só pra entrar na mais nova e aviadada onda dos coleguinhas, post casadinho com o Honky Tonky.
Hahaha
PS: essa blogada gostosa marca o fim do meu longo e tenebroso inverso de posts aqui no B&R... de onde saiu esse, vem muitos mais.
When I get older losing my hair,
Many years from now.
Will you still be sending me a valentine
Birthday greetings bottle of wine.
If I'd been out till quarter to three
Would you lock the door,
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four.
You'll be older too,
And if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy, mending a fuse
When your lights have gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday mornings go for a ride,
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more.
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four.
Every summer we can rent a cottage,
In the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera Chuck & Dave
Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view
Indicate precisely what you mean to say
Yours sincerely, wasting away
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm 64.

Bucketbutt no Campeonato Mundial de Guitarra Imaginária
Confira as performances aqui.
Post casadinho com Radar Radar
Franz Ferdinand? Darknesss? Streets? Que nada, meu camarada. A Ilha anda falante ultimamente por conta dos Goldie Lookin' Chain...
Rappers brancos, ingleses de Wales (hohoho) de boca suja cockney. Goldie Lookin' Chain, anote aê.

os GLC aprontando na BBC1. Clique nos caras e dê um role no site oficial. Se é que dá pra chamar aquilo de site.
Guns Don't Kill People Rappers Do!
Look, guns don't kill people rappers do,
Ask any politician and they'll tell you its true,
It's a fact music makes you violent,
Like Michael Jackson telling little Timmy to be silent,
You don't believe me, Here's my hype,
Offer me the record and I'll show you the type ,
of criminal this rap shit is breeding,
It's the fact that Mc Hammer left me bleeding,
Vanilla Ice made my mother say fuck,
If I stuck by UB40 then I would 'a be in luck,
But I didn't I got it wrong,
Cypress fucking Hill told me to make a fucking bong,
Well, I started. I bought another tape,
The Power by Snap made cock and balls ache,
So remember kids, to the head double tap,
Guns don't kill people, it's just raP.
Uma das coisas mais bacanas da democrática liberdade expressiva do mundo globalizado na rede mundial de computadores é a possibilidade de qualquer um fazer a sua própria releitura da arte. Em outras palavras, reinventa-se tudo, o tempo todo. Faz-se sua própria interpretação das coisas e tá lá, é fácil de publicar e botar pra todo mundo ver o que você acha ou bem entende.
Esse blah blah blah todo foi só pra convidá-los para assistir o videoclip da música Creep, do Radiohead. Bem bacana.
Post casadinho com a telescÓpica.

Soninha tira uma com o violão dos B&Rollers.
:: Hoje acordei e fui votar na Soninha Francine. Isso me lembrou de "Jet", do Band on the Run.
Pq? "Jet" tem um verso que diz:
"Jet was your father as bold as the Sergeant-Major
How come he told you that you were hardly old enough yet
And Jet I thought the Major was a lady suffragette ."
O que queria dizer isso? No dicionário fui ver o que seria a tal "lady suffragette".
:: Votei e em casa encontro Ritchie no msn.Ele me explicou que "as suffragettes eram moças militantes que queriam votar na época em que só os homens votavam".
Ah, tá.
Tem mesmo que ser Beatle pra fazer um refrão improvável como esse "vingar".
Band on The Run, discão. Puta merda. "Bluebird", "Mrs Vanderbilt", "No Words", "Mamunia", 1985, um absurdo de bom .

A capa maravilhosa simulando uma fuga da prisão (a tal band on the run...) com James Coburn e Christopher Lee entre a bandidagem. A contracapa com passaportes e coisas do tipo de Macca, Linda e Denny Lane.

(Ritchie volta ao msn pra me dizer que em Mary Poppins "a mulher do banqueiro pai é uma sufragette".)
:: Soninha, um voto em você traz um monte de referências pop. Como diz aquela canção que vc adora, "words are flowing out like endless rain..."

Jean Pierre Boechat: uma cara com nome francês nascido em São Paulo, que ama o Rio e pensa que é mineiro. Pode uma coisa assim? Num pode mas pode.
Se você sabe quem é schifaizfavoire: hoje é aniversário da peça. Segundo me consta, hoje tem festa no bar do Hotel Cambridge (mapinha aqui ) . Jampa faz aniversário. Não vou ficar aqui dizendo o quanto eu gosto dele e blá e tal. Esse amigo peculiar, camaleão tamagoshi de quase dois metros de altura, fã de Altamiro Carrilho, Cauby, Fagner, Lennon e viciado em maquintóxicos é um de meus ídolos. Se vc sabe quem é apareça pra ele de alguma forma. No msn dele (deve haver uns 1800 nomes ativos lá), por email, telefone ou apareça pra tomar uma hoje de noite. Eu vou.

Há um ano, saindo do programa de TV: eu, Rodrigo, DJ Tony e um popular.
UPDATE URGENTE: Vc conhece essa cara também? 
Pois é, a rainha Chatterbox faz aniversário hoje também. Fer , sou teu fã, tu sabe disso.
Em novembro, tanto na Europa quanto nos EUA (e nós?), será lançada uma extremamente bem acabada e cuidada coleção de vídeoclipes chamada "Play", de Peter Gabriel. Os adjetivos que coloquei no texto pra definir o primor da coleção tem razão de ser: tudo que envolve a carreira de Gabriel envolve excelência. Não há detalhe que passe despercebido. É uma marca registrada desde os tempos de Genesis. Todos os seus álbuns são extremamente bem produzidos. Peter levou seu apuro técnico ao seu estúdio particular numa fazenda na Inglaterra, o Real World. Lá, além de gravar as músicas que lhe renderam Grammys e hits pelo planeta, Gabriel mantém intenso intercâmbio com músicos de todas as partes do mundo que vão lá gravar. Paralamas do Sucesso e Lenine passaram por lá, por exemplo.

No agora longínquo 1993, experimentei pela primeira vez CD ROMs profisionais, interativos de verdade e que...funcionavam. Um de David Bowie, um dos estúdios Abbey Road e outro - o primeiro! - de Peter Gabriel. O homem é sempre vanguarda.
Muita gente até hoje insiste na comparação entre ele e Phil Collins, o que é bobagem: ambos são artistas de muito sucesso, cada um a sua maneira. E grandes amigos!

Para a coleção Gabriel remixou os 23 vídeos com o mestre Daniel Lanois (um dos maiores produtores do mundo, responsável por exemplo pelo timbre de guitarra característico de The Edge) em 5.1. Cada música traz making of e/ou depoimento de Gabriel sobre o trabalho. O vídeo de "Sledgehammer", histórico, está lá cheio de detalhes. O website oficial de Peter Gabriel (aqui) traz mais detalhes do lançamento e também da turnê do artista que nunca fez muita questão de frequentar os playlist das rádios do planeta. E que talvez por isso mesmo acabe frequentando.
Post casadinho com o Radioagência e com o multiply .