Há alguns anos, fuçando a internet, encontrei o site do Leo Jaime. Quis comentar um texto dele e vi que só era possível por email, não havia sistema de comentários. Escrevi pedindo para ele colocar um lá. Ele me respondeu educadamente que não, que receava o tipo de reação das pessoas, essas coisas. Achei bobagem e deixei pra lá. Corta.
No começo desse ano, numa passagem de som no Morro da Urca, Leo me pede pra colocar um sistema de comentários no blog dele. Detalhe: ele não sabia - e nem se lembrava - que eu havia escrito a ele pedindo isso em outro carnaval. Perguntei a ele pq queria os comentários. "Sei lá, me deu vontade".

Esse é o Leo. O que mais ouço falar dele é que "com Leo Jaime não há tempo ruim". Algumas coincidências provocaram uma aproximação com ele. E a cada dia que passa minha admiração aumenta. Principalmente por que ele é um cara muito simples e ao mesmo tempo imprevisível. O cara é lírico e com pé no chão. Não há mesmo tempo ruim para Leo Jaime. Não há palco pequeno, platéia x ou y. Há onde plugar violão ou guitarra? Tudo certo.
Acompanho o Leo desde sempre. Desde a fase Dusek, no "Emoções Baratas" vazio em 82, passando pelo Phoda C e, principalmente, Sessão da Tarde em 85: tocamos tudo daquele disco no rádio. Crossover é isso aí, pois tocava em emissoras de TODOS os estilos. Acompanhei Leo na fase Globo, enfim, sempre gostei do cara.

Crossover é isso aí...
Quando ele veio pra Sampa e o vi comentando futebol, achei bacana. Passou. Recentemente fiz uma mini tour no nordeste e vi que ele não veio ao mundo a passeio, como ele mesmo canta. Fui várias vezes tomar uma no Na Matta e vê-lo tocar. Ali entendi mais que nunca aquele Crossover que ele conseguiu em 85: TODO mundo cantando TODOS os seus hits. Leo chamando a platéia de putada e a putada gostando. Phoda C Leo, vc pode.
Neguinho se surpreende com a vontade de trabalhar dele. Eu não. Antes da fama Leo passou por muitas e boas. Agora vem o Penélope, a nova temporada. E quem não viu o que ele fez no Na Matta, aproveita: amanhã, quinta, é a última chance.
No setlist - sempre imprevisível - pode ter:
Rock Estrela
A Fórmula Do Amor
A Vida Não Presta
As Setes Vampiras
Só
Solange (So Lonely)
O Crime Compensa
Abaixo A Depressão
É, eu sei
O Pobre
Aids
Conquistador Barato
Nada Mudou (com "Back on the chain gang" incidental)
Sonia (Sunny)
Vinte Garotas Num Fim De Semana
Johnny Pirou (Johnny B. Goode)
Gatinha Manhosa
In Between Days
I Wanna Be Sedated
Lips Like Sugar
Só pra constar: em julho desse ano, conversando no avião com Silvinho Mazzuca. Ele nervoso. Eu perguntei o motivo. "Cara, eu vou tocar com Echo & The Bunnyman e não conheço nenhuma música, tenho que tirar tudo". Echo & The Bunnyman, Silvinho? Que legal! Quem mais? E o Silvinho "não sei de mais nada. Sei que o Leo Jaime vai cantar uma música no show de Sampa".
Leo Jaime. Não há tempo ruim mesmo.
Blog do Leo com detalhes do show de amanhã, aqui.
Post casadinho com o Multiply.
Desde sexta algumas rádios de Sampa estão tocando Vertigo, o novo single do U2. Estão ali acordes comuns, distorções nada diferentes do que se vê em milhares de álbuns do rock. Estão ali cacoetes do próprio U2. Um maravilhoso Déjà Vu com grife.

Mas não adianta, eles acertaram a mão mais uma vez.
PS: Acabei de ouvir mais uma merdinha tipo CPMDetonautas no rádio ainda há pouco. A coisa anda tão ruim pro nosso lado...
VERTIGO
Unos, dos, tres, catorce
Turn it up loud, captain!
Lights go down
It's dark
The jungle is your head
Can't rule your heart
I'm feeling so much stronger
Than I thought
Your eyes are wide
And though your soul
it can't be bought
your mind can wander
Hello, Hello
Hola!
I'm at a place called vertigo (??Dónde está?) [Where is it?]
It's everything I wish I didn't know
Except you give me something I can feel
Feel
The night is full of holes
Those bullets rip the sky
Of ink with gold
They twinkle as the boys play rock and roll
They know that they can't dance
At least they know
I can't stand the beat
I'm askin' for the cheque
Girl with crimson nails
Has Jesus 'round the neck
Swinging to the music
Swinging to the music
Woooao
Hello, Hello
Hola!
I'm at a place called Vertigo (??Dónde está?) [Where is it?]
It's everything I wish I didn't know
But you give me something I can feel
Feel
All this, all this can be yours
All of this, all of this can be yours
All this, all of this can be yours
Just give me what I want
And no one gets hurt
Hello, Hello
Hola!
I'm at a place called Vertigo
Lights go down and all I know
Is that you give me something I can feel
You're teaching me ...aaahhh
Your love is teaching me ...aaaah
How to kneel
Kneel
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah...
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah!
Eu sou um caipira do interior. Do interior de Minas, do Rio e de São Paulo. PHD em caipirice. Por isso, quando me mudei pro Rio, uma das coisas que mais me encantou foi descobrir as pessoas que trabalhavam como garçons e garçonetes na noite do Rio: um monte de artistas de teatro, músicos, escritores e afins que faziam aquele bico enquanto não pintava coisa melhor.Achei tão bacana ganhar uma graninha e conhecer gente assim que entrei nessa. E colecionei um punhado de histórias eu mesmo equilibrando tulipas e porções de batata frita nas noites cariocas.

Yogirl e seu piercing rodando pelas padocas de Pinheiros.
Hoje, aqui em Sampa, meus amigos e amigos da noite continuam mandando bala. Da safra atual tenho uma amiga estilista, um engenheiro de som, uma bióloga, uma redatora, uma artesã (e que artesã...) e uma professora de Yoga e praticante viciada de Kung Fu.
Encontrei ela outro dia "à paisana" na padaria da esquina de casa. Ela gosta de ser chamada de Cacau, mas a gente acaba chamando ela de Yogirl por motivos óbvios.
Segundo um amigo meu, todo mundo na vida tem direito a um amor perdido e um garçon pra saideira. Eu digo que amor a gente perde mesmo (e às vezes não encontra mais). Mas garçon bacana não falta nunca na praça...
PS: certamente eu sei que vai pintar um comentário engraçadinho do Rodrigo.
Semana passada a Tenda da Vila Olímpia lotou. Mas eu - chato de galocha - não gostei do som. Pedi uma coisa, contratante fez outra. Típico.
Sexta, no Sesc, tudo certo. O inglês nunca tinha feito naquele formato, me xingou durante o mês inteiro dizendo que não ia funcionar, que acústico era roubada.
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Clique nas fotos pra ver ampliado
Todo mundo adorou o show. Ele principalmente. Agora tenho outro show pra mostrar. E ficou bom pra caramba.
Post casadinho com o Multiply.
Coincidências existem? George Ben loves Jorge Benjor? My Sweet Lord loves He's so Fine?

Ulha!

Isso é plágio? Isso é Santa Claus? Eu sou muito malvado?
Amigo de banda e trabalho novo, preciso espalhar: Beto Lee faz show próxima quinta na Funhouse (Bela Cintra, 567). Quem estiver em Sampa e puder, aparece por lá pra tomar um jack com coca conosco. Beto tá começando do jeito certo, tocando em lugares pequenos, juntando audiência aos poucos como tem que ser. Apareçam pra poder contar daqui há alguns anos que estiveram numa noite longínqua de 2004 ouvindo uma banda tocar rock'n'roll por prazer numa época que a maioria se esqueceu que é isso que move a coisa toda.

É só uma banda de rock, mas eu gosto.
Issaí.

-Sabe o que o fã do Eric disse ao fã dos Beatles? Melhor ser claptonmaníaco que beatlemaníco.
-Credo. Vocês fumaram.
Liguei o rádio, lá estava ela. Na TV - Bandnews - materinha Brian Wilson/Tim, ela de novo. Tomar café no Ton, ela de novo.
Em casa, só tenho mp3. Advinha qual o único mp3 no HD depois da rapa mês passado? Ela.
E recebo um email. Vontade de responder e não sei o que dizer. Craro. Ela diz por mim. Toma:
I may not always love you
But long as there are stars above you
You never need to doubt it
I'll make you so sure about it
God only knows what I'd be without you
If you should ever leave me
Though life would still go on believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me

Isso é absolutamente incomum. Tanto quanto ela, que é uma das coisas mais lindas feitas no pop. Deus sabe.
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Clique nas fotos pra ver ampliado, ok?
Foi boooom...Na Matta lotado. "I Wanna Be Sedated" e "Should I Stay or Should I Go". Hoje, no Tenda da Vila Olímpia, Leo retrubui a canja no show do Ritchie. Clique aqui pra saber mais.
Ele chegou feliz pacas. Comeu um sanduba no Ton, comprou jogos de cordas novos. Voltou pra casa e resolveu trocá-las. Trocou e tá tocando aqui no meio da sala. Leo Jaime ligou e chamou o inglês pra dar uma canja hoje no Na Matta. Vão cantar Oingo Boingo e Cure. E amanhã o Leo retribui dando uma canja no show do Ritchie na Tenda (clicando na foto embaixo vc pega os detalhes).
Bom, é isso. Espero os amigos por lá, certo?

Ritchie põe a mão na massa sonora. Tudo novo pra gig de amanhã.

Clique no inglês e saiba tudo do show...
Gentes, esse camarada é um amigão (e bloguenroller). E, meus amigos multiplyers, deixo aqui um convite: Ritchie vai fazer um show com banda na Tenda da Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 300. Ao lado do Tom Brasil). Ele não toca em Sampa há 15 anos.
Muita gente pensa que Ritchie parou e está voltando. Nananina. Ele resolveu há algum tempo ir morar em Silicon Valley e trabalhar com Thomas Dolby. Ele sonorizou o site do Yahoo, por exemplo. Nunca parou de fazer música!!!
Gravou um álbum bacana em 2002, o Auto-fidelidade. Colocou música em novela, o escambau. E fazemos show pelo Brasil todo. Ele está por aí. Todo mundo que importa na música brasileira, ama esse inglês maluco. Não é à toa.
Então eu espero os amigos nesse sábado, dia 18. Eu vou estar louco, com um sorriso enorme por ver a cidade que amo reencontrar esse cara bacana.
Mais informações sobre, aqui
(post casadinho com o Multiply)
Um motorista da turnê de Dave Matthews deu um banho de 360 quilos de cocô em turistas que faziam um passeio turístico no Rio - que ironia - Chicago. O porta-voz da banda nega.

Clique no Dave para ler a notícia original.
Eita.
Há alguns anos, soube que Barry Miles lançara uma biografia de Paul McCartney. Encomendei à Livraria Cultura.
O livro chegou, fui buscar. Naquele dia, cruzei com um livro chamado Longe Daqui Aqui Mesmo, do Antônio Bivar. Comprei.
No livro sobre Paul tinha um capítulo dedicado à "Swinging London", o melhor da bio. O de Bivar era autobiográfico de alguém muito ligado àquela cena, mas com link brasileiro. Longe Daqui Aqui Mesmo me fez ler Verdes Vales do Fim do Mundo, do mesmo Bivar. Longe Daqui era a continuação de Verdes Vales.
Bom, na minha cabeça aquilo tudo fazia sentido. Resumindo, consegui os direitos de usar "Many Years From Now" - o livro de Miles - para transformá-lo em programa de rádio. Mas como me interessei só pela parte da SL do livro, resolvi ir atrás de Bivar e chamá-lo para participar do programa, que aliás, usaria o nome Longe Daqui Aqui Mesmo.
Foi assim que fiquei, que honra, amigo do Bivar.
Bivar participou intensamente da agitação inovadora dos movimentos de contracultura dos anos 60, 70 e começo dos 80. No Verdes Vales ele conta sua estadia de um ano e uma semana na Europa e EUA. Bivar ganhara o prêmio Moli?ãre de 1970 e usou as passagens para sacar qual era a da Swinging London.
Nestes dois livros, eu andei com Bivar pelas casas de Caetano e Gil exilados, fui ao Festival da Ilha de Wight, me hospedei com Norma Bengel em Paris, passei fim de semana com Jorge Mautner no Chelsea Holtel em NY, bati papos animadíssimos com mestre Abu, troquei cartas com Leilah Assumpção.
E não andei só pela Europa não! Fui a Buanos Aires me encontrar com Mercedes Rubirosa, topei com Nelsinho Motta e Marília Pêra, Rubens Correia. Dei rolês pela Farme de Amoedo, pela redação do Pasquim.
Atravessei novamente o oceano num cargueiro espanhol, passei por Tenerife, Portobello Road e descobri quem era Andrew Lovelock. E Stonehedge.
Bivar é um anjo, uma pessoa boa. Bivar foi alavanca do movimento punk, autor de peças premiadíssimas, parceiro e amigaço de Rita Lee.
Ele sofreu um acidente recentemente: foi atropelado por um ônibus no centro de Sampa. Coisa feia. O resgate dos bombeiros chegou rápido. Mesmo assim o fairplay e o nonsense não o abandonam. Ele me contou que, todo arrebentado na ambulância, o bombeiro arranca o capacete e grita: "Antonio Bivar! É você???"
Aquele bombeiro havia sido um garoto punk. E não arredou do lado dele até que tudo estivesse sob controle.
Antonio Bivar nasceu em São Paulo, 1939.
Em teatro é o autor de:
Simone de Beauvoir, Pare de Fumar, Siga o Exemplo de Gildinha Saraiva e Comece a Trabalhar, Cordélia Brasil, Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã, Alzira Power, A Passagem da Rainha, Longe Daqui, Aqui Mesmo, Gente Fina é Outra Coisa, Quarteto, Alice, que Delícia!, Trilogia "Histórias do Brasil": "Enfim o Paraíso", "Uma Coroa nos Trópicos" e "As Raposas do Café"
É autor dos seguintes livros:
O que é Punk" (1982, ed. Brasiliense), James Dean" (1984, ed. Brasiliense), Verdes Vales do Fim do Mundo" (1985, ed. L&PM), Chicabum" (1991, ed. Siciliano), Longe Daqui, Aqui Mesmo, (1995, ed. Best Seller/Círculo do Livro).
* Co-tradutor do livro "On The Road", de Jack Kerouac.
E amigo deste cara-pálida aqui, daqui mesmo. 
Como eu queria ser amigo dessa garota.

She's sure a girl I miss so much
Do do do do do do, oh yeah...
She's well acquainted with the touch of the velvet hand
Like a lizard on a window pane
O Zoológico de San Diego mandou a simpática Huei Mei de volta à China. Ela foi assistir vídeos digamos, panda-eróticos para tentar engravidar. Deu certo (ôpa). O Zoologico economizaria uma grana se mandasse a ursinha passar uma temporada em Sampa no O'Malleys.
Mas ela conseguiu engravidar na China e é mamãe de dois pandinhas.Gêmeos, uai.
Passava o clip - Charlie Watts se afogando no sabão, vestido de marujo num circo - bastante no Sábado Som e em qualquer programa que Nelson Motta apresentasse. Era o compacto que eu mais gostava. E era a música com a resposta perfeita para quem enchia o saco dizendo que o rock'n'roll não valia nada.

IT'S ONLY ROCK'N'ROLL (Jagger/Richards)
If I could stick my pen in my heart
And spill it all over the stage
Would it satisfy ya, would it slide on by ya
Would you think the boy is strange? Ain't he strange?
If I could win ya, if I could sing ya
A love song so divine
Would it be enough for your cheating heart
If I broke down and cried? If I cried?
I said I know it's only rock 'n roll but I like it
I know it's only rock 'n roll but I like it, like it, yes, I do
Oh, well, I like it, I like it, I like it
I said can't you see that this old boy has been a lonely?
If I could stick a knife in my heart
Suicide right on stage
Would it be enough for your teenage lust
Would it help to ease the pain? Ease your brain?
If I could dig down deep in my heart
Feelings would flood on the page
Would it satisfy ya, would it slide on by ya
Would ya think the boy's insane? He's insane
I said I know it's only rock 'n roll but I like it
I said I know it's only rock'n roll but I like it, like it, yes, I do
Oh, well, I like it, I like it, I like it
I said can't you see that this old boy has been a lonely?
And do ya think that you're the only girl around?
I bet you think that you're the only woman in town
I said I know it's only rock 'n roll but I like it...