PP - Você foi despertando para a música assim, aprendendo de ouvido?
CE - Sim. Acho que música é tudo isso. É cantar, fazer música, mas é também ouvir muita música. Adoro ouvir, acho que o melhor a fazer é ouvir música o tempo todo.
PP - Em que momento pintou aquela história de "quero cantar, cantar dá barato"? Quando foi que você cantou e isso a deixou ligada?
CE - Desde que me entendo por gente, acho que viajo cantando - viajo muito cantando.
PP - Mas ainda moleca, pequena?

CE - É, desde pequenininha. Mamãe foi cantora antes de casar, antes de eu nascer. Papai era ciumento e a proibiu de cantar em público. Mas, dentro de casa, ela não fechava a boca, cantava o tempo inteiro, enquanto fazia comida, arrumava a casa, lidava com a gente, tomava banho. Aí, de tanto ouvi-la cantar aquelas mesmas músicas de que gostava - uns boleros, umas coisas em espanhol, Armando Manzanero e não sei mais o quê -, fui aprendendo a fazer segunda voz.
PP - Você já sabia o que era fazer a segunda voz? Quer dizer que foi a sua mãe que lhe deu as primeiras noções de canto?
CE - Cantei muito com mamãe. Aprendi a cantar aquelas músicas. Eu ia cantando, e ela dizia: "Tá legal, você está certa, é isso mesmo". Mamãe estudou música na juventude, cantou no coral da Igreja, na paróquia onde morava.
PP - Você cantava o repertório dela?
CE - Cantava os boleros de que ela gostava e outras coisas. Conheci Maysa através de mamãe e, mais tarde, os Beatles. Minha família toda adora Beatles, é alucinada por Beatles.
PP - Que bárbaro!
CE - Aí, ganhei um violão, quando tinha uns treze para quatorze anos. Foi vovó quem me deu, e aprendi a tocar. Papai queria me botar num curso, mas a situação era difícil. Então, ele comprou um livro para mim, o método Paulinho Nogueira.
PP - Quando foi que pintou o rock'n'roll na história? Desde sempre, desde o início?
CE - Não, não foi assim. O que eu conhecia de rock'n'roll era Elvis Presley, Roberto Carlos e Eduardo Araújo, a música pop brasileira dos anos 60, que era o iê-iê-iê, mas rock'n'roll mesmo foi bem depois, bem depois. A primeira banda de rock'n'roll que conheci, graças a Deus, foi o Led Zeppelin, eu tinha uns quinze, dezesseis anos. Foi então que fui saber o que era isso. Mamãe escutava muito Little Richard.
PP - Ela tinha um gosto bastante eclético.
CE - Aliás, mamãe adora rock'n'roll. Ela era jovem nos anos 50, rebeldezinha, não podia deixar de gostar disso.
PP - Você diz que sempre foi muito gostoso cantar. Qual o barato disso? O que move você?
CE - Não sei, não penso unicamente no ato de cantar. Imagino sempre a música no todo, como uma energia, quando estou tocando ou cantando ou ouvindo. Uma coisa que acho muito legal é saber ouvir - gosto muito de ouvir música, acima de tudo, de qualquer coisa. Vou dormir e fico pensando em música, sonho com música, sabe? A música surge pronta, com arranjo e tudo, uma música que nunca ouvi eu sonho com isso. Aí acordo e tento reproduzir, mas não consigo, lógico. Só penso nisso o tempo inteiro. O tempo de fazer as coisas, os cálculos que faço, tudo aocntece em tempo de compasso musical. O tempo que se tem para atravessar a rua, até aquele carro chegar aqui, fico pensando em música. Não é trilha, são cálculos matemáticos.
PP - Compassos?
CE - É, são cálculos matemáticos, mas completamente rítmicos.
PP - Quando o rock'n''roll pintou através do Led Zeppelin, o que foi que a fisgou extamente?
CE - Eu já tinha uma idéia do comportamento, dessa coisa de protesto, de acabar com as mentiras, a demagogia, o falso moralismo, o respeito.Tudo isso tem a ver com o rock'n'roll, só que de uma forma irreverente - tem tudo a ver com a irreverência. Eu já sabia disso, porque sou fã dos Beatles desde que nasci. Nasci em 62, junto com o sucesso dos Beatles.
PP - Já nasceu com o espírito embuído?
CE - Com certeza, e mamãe também. A gente já tinha essa idéia do que era o rock'n'roll.
Esse é um trecho da entrevista que Cássia Eller deu à minha colega de microfone, Patrícia Palumbo. Esse pedacinho foi transcrito do livro dela, Vozes do Brasil. Puta livro bacana, lançado pela DBA (êta editorazinha diferente, caprichosa com seus lançamentos) do Alexandre Dorea, que sabe tudo.
Issaí.
Já imaginaram? Alguém imaginou e fez a comparação. Será que seria assim mesmo?
Será que eu já postei isso aqui? Essas coisas que chegam por e-mail, icq e afins, sempre tem um dejá vu (ou como diz um amigo meu, um eu já vi). =^)
Há alguns dias venho recebendo emails e avisos de amigos queridos: Sérgio Faria do sensacional Catarro Verde (leitura obrigatória de todos os dias) falou do que aconteceu com brother Ina; Fernando Stickel (outro blogaço fora do ar, breve dou o endereço novo aqui) me mandou email falando do que aconteceu com ele; e dona Hilda (oi, moça) entrou ontem aqui no Blogar avisando que meu blog também foi limado por "desrespeitar as regras do Blogger". Ultrapassei os tais 10 MB. Mas depois que postei um texto do Chico Xavier, há mais de um mês, não coloco mais nada por lá!
Como assim, cara pálida?
Bem, eu, assim como muitos amigos fomos limados. Mas hoje (ulha!) me avisaram por email que eu voltei.
Coisa do além? Hahahaha. Vai saber...
Ah, sim: o Catarro tá divulgando os novos endereços. Eu e meus comparsas do Blog'n'Roll estamos à disposição para ajudar também. Issaí.
Feio demais dona Globo.com. Muito feio...
All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
And their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, no tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
'Cos I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very
Mad World

Recebi da assessoria de imprensa da Playboy há dez minutos. Leaê:
FUMACÊ
Em sua edição de março, que chega às bancas na próxima terça (dia 9), a Playboy traz um dossiê de dez páginas sobre a maconha. Há tudo sobre a droga ilícita mais consumida no mundo: histórico (onde tudo começou), maconheiros famosos, solução de usuários de São Paulo para não depender de traficantes, diferença de legislação em diversos países (incluindo aqueles que toleram a droga, como Holanda e Austrália), além de apresentar os males causados pela erva, afinal, Playboy não faz apologia à droga.

O grande barato é que a reportagem é ilustrada com sete anúncios fictícios sobre uma hipotética legalização da maconha, produzidos pelas maiores agências publicitárias do país, a convite da revista. São elas: Touchê, DPZ, Leo Burnett, Giovanni FBC, F/Nazca Saatchi & Saatchi, Lowe e DM9DDB."
Alguém sabe porque Paul McCartney compôs Got to get you into my life?
Ritchie guy, nosso padim-godfather, está de blog novo. Clique na cara pop dele aí embaixo pra conhecer o lugar.
Old Friends (Simon & Garfunkel)
Old friends, old friends,
Sat on their parkbench like bookends
A newspaper blown through the grass
Falls on the round toes
of the high shoes of the old friends
Old friends, winter companions, the old men
Lost in their overcoats, waiting for the sunset
The sounds of the city sifting through trees
Settles like dust on the shoulders of the old friends
Can you imagine us years from today,
Sharing a parkbench quietly
How terribly strange to be seventy
Old friends, memory brushes the same years,
Silently sharing the same fears
"Só feras"
"Se a lista de craques do Pelé tivesse sido de pilotos da Fórmula 1, aposto um picolé de limão como dela teriam constado os nomes de Alex Yoong, Gaston Mazzacane e Andrea de Cesaris."
(Barbara Gancia, hoje, na Folha)

Sois rei?
E se essa fosse uma lista de música? De atores? De apresentadores? De blogueiros? Quem teria o aval de Pelé?
Hein?
hahaha
GuitarMan [11:42 PM]:
a fê falou: "olha como ela vai rir da zazá (cachorra) !
GuitarMan [11:42 PM]:
aí eu fiquei esperando e fiz o click

Boa, Rodrigo.
What Is Life (George Harrison)
What I feel, I can't say
But my love is there for you anytime of day
But if it's not love that you need
Then I'll try my best to make everything succeed
Tell me, what is my life without your love
Tell me, who am I without you, by my side
What I know, I can do
If I give my love now to everyone like you
But if it's not love that you need
Then I'll try my best to make ev'rything succeed
Tell me, what is my life without your love
Tell me, who am I without you, by my side
Tell me, what is my life without your love
Tell me, who am I without you, by my side
What I feel, I can't say
But my love is there for you any time of day
But if it's not love that you need
Then I'll try my best to make everything succeed
Tell me, what is my life without your love
Tell me, who am I without you, by my side
Oh tell me, what is my life without your love
Tell me, who am I without you, by my side
What is my life without your love
Tell me, who am I without you, by my side