fevereiro 18, 2004

grita bem alto!


O pop não poupa ninguém!

Blogado por Jean Boechat at 11:15 PM | Comentários (49) | TrackBack

BLACKBIRD SINGING IN THE DEAD OF NIGHT

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Violão canhoto em suposto arranjo fúnebre na capa do SPLHCB?

Is Paul dead?

É a pergunta (leia-se "teoria de conspiração") que não quer calar...

Em 1969 Russell Gibb, um Disc Jockey de rádio de Detroit, anunciou para o mundo que o Paul McCartney havia morrido.

- Mentira! - você retruca...

- Eu mesmo vi o Paul recentemente num show em Toronto! -

Não, caro leitor (ou leitora)... aquele que você viu no palco não era o Paul...

Era o.... William Campbell!

Gente, tem cada uma... que eu vou te contar

Blogado por Ritchie at 05:44 PM | Comentários (14) | TrackBack

fevereiro 16, 2004

YES IT IS! (num dezesseis de fevereiro de 65)

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If you wear red tonight
Remember what I said tonight
For red is the color that my baby wore
And what's more it's true Yes it is

Scarlet were the clothes she wore
Everybody knows I'm sure
I would remember all the things we planned
understand it's true Yes it is it's true
Yes it is
I could be happy with you by my side
If I could forget her
But it's my pride yes it is,
yes it is, Oh, yes it is, Yeh

Please don't wear red tonight
This is what I said tonight
For red is the color that will make me blue
In spite of you it's true Yes it is it's true,
Yes it is it's true.


John Lennon cantou (como ninguém), tocou violão, Paul tocou baixo, George tocou guitarra (com aquele solo com pedal de volume no solo), Ringo na bateria.
Paul e George no clássico backing vocal.

Veronica, filha de mestre Sabino gravou - acho que em 85 - e eu também acho linda a versão.

Blogado por Enio Martins at 10:03 AM | Comentários (8) | TrackBack

fevereiro 11, 2004

música eletrônica

Quer entender tudo? Ou pelo menos um pouco?

Visite o Ishkur's Guide to Eletronic Music.

É legal, tem pequenos samples como exemplos para sacar os sons. Vale a visita.

Me lembrou um gráfico com a árvore genealógica do reggae, que eu vi uma vez na saudosa revista Somtrês - editada por um tal de Mauricio Krubusly e que contava com uns textos de um tal de Paulo Ricardo de Medeiros, sabe quem é? =^)

Blogado por Jean Boechat at 12:56 AM | Comentários (33) | TrackBack

fevereiro 02, 2004

Oi, Noites quentes e cariocas!

Foi muito legal. O Rio pode ter milhares de defeitos. Mas tem uma atmosfera única. Ô cidadezinha bacana. Esse fim-de foi pra lá de bom. Eu e Rodrigo encontramos um monte de gente amiga e parceira do Blog'n'Roll (cês pensam que acabou???) e tem coisa nova chegando. Mas vamos ao que interessa: o sabadão! Esse vai ficar com carinho pra mim, um dos melhores sábados da minha vida. E olha que sábado é meu dia favorito da semana!
Com texto e fotos do Rodrigo (legendas minhas, ué), vou postar aqui antes de ser publicado Radioagência. Inédito!!! Hahaha, furei tudo agora. Anarquia. Mas como diz meu amigo Billy, da Blitz, fooooooda-se.

Então, vamos a saga desse quente sábado carioca. Contaê, RR:

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Godfather, antes do embate. Pensando em Joyce?

Janeiro, no Rio, é tempo de altíssima temporada. Os cartões - postais da cidade ficam abarrotados de turistas: praias, Lagoa, Corcovado e, claro, Pão de Açúcar... ou Sugar Loaf, para os gringos. É mais do que normal que o bondinho fique lotado numa tarde de sábado, com o sol comendo solto lá fora, como estava no último dia 31. A única coisa diferente naquela tarde era o clima de revival que estava no ar... depois de quase 20 anos da primeira e histórica versão do Noites Cariocas, alguns dos all stars de duas décadas atrás pegavam de novo o famoso bonde para a passagem de som do show Especial Anos 80 que rolaria à noite, no agora Oi Noites Cariocas. E a equipe do RA, como tem estrela (e bons amigos, sempre), pegou carona no mesmo bonde que subiu ao Morro da Urca levando: Kid Vinil, Léo Jaime e Kiko Zambianchi. Evandro Mesquita e Ritchie, as outras estrelas da festa, já estavam lá em cima esperando pelo soundcheck.

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Kid parla, amazing Billy Forghieri ri e Eva sonda o vibe...

Mas a curtição esperada começou ainda no trepidante bondinho. Kid e Kiko nem conseguiam disfarçar o medo de altrura. O atual diretor da Brasil 2000 e eterno frontman do Magazine, tentava conter um riso nervoso e dizia: "Putz, acho que vou olhar num ponto fixo...". Zambianchi, tentando disfarçar e sem perder a oportunidade de tirar uma onda da situação, mandava as piadinhas: "olha pro morro, Kid... olha pro morro !". Mal o bondinho atracou, Léo jaime não perdoou: "Xi, agora é a pior parte... acho que alguém vai ter que descer pra empurrar...". Gargalhadas gerais. Já em cima, são e salvos e deslumbrados com a vista e com a volta ao velho Noites, os artistas finalmente relaxaram e seguiram para o backstage do palco mais sagrado do Rock Brasil.

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Pode não parecer, mas é o Sr Vinil pulando nervoso ao som de Tic-Tic!

Enquanto os técnicos acertavam os detalhes de som e luz, o que se via pelos camarins era um clima de amizade que beirava o companheirismo. Evandro e Kiko botando o papo em dia, Léo Jaime contando as histórias pitorescas dos shows pelo país, Kid ouvindo tudo e rindo muito e, o único gringo da trupe, Richard David Court, o Ritchie, empolgadíssimo com a possibilidade de viajar o Brasil com o formato do show: "Podíamos montar uma caravana, um grande circo musical, e fazer a festa por aí. É só montar uma banda fixa, descolar uma produção bacana e pegar a estrada !". Atenção, Accioly e Calainho !


A passagem de som, claro, atrasou. E pior: quando finalmente ia começar, precisou parar ! Um evento que acontecia ao lado pediu silêncio. Peraí, mas o evento do dia não era o grande show anos 80 ? Até era, mas uma lambaróbica para turistas franceses que estava marcada com antecedência fez com que a rapaziada interrompesse os trabalhos por uma hora. Nem preciso dizer aqui que o dream team do rock brazuca foi conferir a insólita história de perto, não é ? E, claro, começaram as gracinhas. Assim que viu a francesada tentando dançar lambada, Evandro não resistiu e emendou: "Ei, Ritchie... você não vai lá não ?". O inglês nem respondeu, saiu dançando qualquer coisa pelas "ruas" do Morro da Urca. Impagável.

Depois disso tudo, reza a lenda que o som ficou pronto por volta das 21h30, hora da abertura dos portões. Diga - se passagem que a banda montada pelo evento facilitou as coisas. Com apenas um super-ensaio com os cinco artistas, Fernando Vidal (guitarra), Mac Willian (bateria), Bruno Migliari (baixo) e Alex de Souza (teclados & direção musical), "tiraram" todas as músicas e seguraram bem a onda.

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Eva canta observado pelas meninas Court. Atenção, Beto Lee...

Vamos ao show em si. Na primeira meia - hora de fevereiro o, quem diria, paulistaço Kid Vinil, sobe ao palco do Noites Cariocas como mestre de cerimônias da noite. E que mestre. Simpático e carismático como sempre, Kid falou sobre os anos 80, encheu a bola dos colegas e, claro, antes de anunciar Léo Jaime, primeira atração da noite, deu uma canja de "Tic - Tic Nervoso" e, definitivamente, botou a platéia no bolso, além de esquentar o público que lotava os mais de 2.000 lugares do anfiteatro para o roqueiro goiano. Léo, com seu tradicional visual rockabilly, arrasou. Abriu com "quem sou, e quem é você, nessa história eu não sei dizer...", de "Rock Estrela". Depois, abaixou a bola com o sucesso "Eu Preciso Dizer que Te amo", subiu de novo com o hit "A Fórmula do Amor", que era cantada em parceria com Paula Toller nos anos 80, e terminou seu set com "Sonia". Ovacionado pela galera, Léo deixa o palco e Kid Vinil logo surge anunciando Kiko Zambianchi. De volta à mídia graças à parceria com o Capital Inicial na época do acústico, Kiko subiu ao palco do Noites e deu seu recado.
Cantou a radiofônica "Rolam as Pedras", seguida de "Eu Te Amo Você", recentemente regravada por Patrícia Coelho, "Tudo é Possível" e fechou sua participação com a estouradíssima "Primeiros Erros", uma das mais executadas do unplugged de Dinho Outro Preto & Cia.

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Léo Rock Estrela Jaime "rockabilizando" a cena.

Kid Vinil, vendo aquela festa toda de camarote, não resistiu e, antes de anunciar Ritchie, cantou seu mega - sucesso "Sou Boy". A platéia, claro, foi abaixo. Tudo azeitado para que o inglês fizesse sua triunfal entrada ao som do groovie de bateria do competente Mac Willian. Groovie que, aliás, ficou rolando até que um probleminha no microfone fosse resolvido. Com tudo funcionando, Ritchie, de megafone e tudo mais, atacou de "Pelo Interfone". As filhas do cantor, de 20 e poucos anos, vendo o pai ao vivo quase que pela primeira vez, estavam tão tietes do cantor quanto as outras meninas espalhadas pelo Noites. Emocionante. Depois, no melhor sentido da expressão, vieram logo três novelas hits: "A Vida Tem Dessas Coisas", recentemente regravada pelo IRA! no CD "Ao Vivo MTV", "Transas", último grande sucesso do ex-Vímana, de 1986 e, finalmente, ela, a música que bateu um milhão de cópias vendidas, uma das mais tocadas do anos 80, "Menina Veneno". Ritchie, com uma performance para Ian Anderson nenhum botar defeito, saiu do palco em êxtase, hipnotisado.

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A lenda manda: é transa e tanto faz...

Com o Morro a 40 graus, sobrou para "o cara que começou tudo isso aqui", como disse o MC Kid Vinil, dar o golpe de misericórdia da noite. Evandro Mesquita e duas backing vocals da BLITZ entraram convidando a galera para mais um "Weekend" daqueles. Com a majestade de quem domina a cena e confiança de quem joga em casa, Eva, como é chamado pelos amigos, botou o morro abaixo como nos velhos tempos. O cara que parecia especialmente ansiono e até um pouco nervoso nos bastidores, deu uma aula de carisma e presença de palco. Continou quebrando tudo com "Geme, geme", ganhou um coro de 2.200 pessoas em "A Dois Passos do Paraíso" e fechou a tampa com a lendária "Você Não Soube Me Amar". A essa altura, Kid, Kiko, Léo (já de camisa do Flamengo) e Ritchie se apertavam na coxia para assistir ao amigo de perto. Afinal, eles ainda voltariam para mais duas músicas.

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Eva e as meninas da Blitz: em casa e no comando.

Como em quase todo show do tipo "amigos reunidos", o gran finale foi cantado por toda a turma. Cazuza e Renato Russo, considerados os dois grandes poetas da geração 80, foram homenageados com "Bete Balanço" e "Geração Coca - Cola". As letras, como era de se esperar, quase ninguém sabia de cor, cada um cantou o pedaço que lembrava e vamos em frente. Mas quem se importava com isso ? O público, com certeza não. O saldo para os promotores do evento foi ótimo, mais azul, impossível. Com o cachê que pagaria um só artista "do momento", Alexandre Accioly e Luís Calainho bancaram cinco grandes nomes de um passado recente que tem tudo pra continuar fazendo a festa por aí.

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Evandro Mesquita e um popular produtor de discos presente. Saquenhé, né?

Recriar a atmosfera do antigo Noites Cariocas de Nelsinho Motta é uma missão espinhosa mas, se depender da trilha sonora do último dia 31 de janeiro, a dupla de empresários está bem servida e, claro, nós também. Como diria um profético e surfista Evandro Mesquita, "Enquanto tiver bambú, tem flecha". Opa, haja bambú !

Blogado por Enio Martins at 08:25 PM | Comentários (60) | TrackBack