julho 25, 2003

Pequeno Mundo (It's a Small World)

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Para ser feliz
É preciso ter
Este céu azul
Esta imensidão

É fazer das tristezas
Estrelas a mais
E do pranto uma canção

Há um mundo bem melhor
Todo feito pra você
É um mundo pequenino
Que a ternura fez

____

Descobri no Inagaki, que o querido Rogério Cardoso foi o autor dessa versão. Nunca imaginei que pudesse ser dele. Nada mais apropriado para homenagear essa figura pop sensacional brasileira.

Para completar a homenagem, aqui tem dois fundos de tela exclusivos do B&R para os blog'n'rollers:

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Blogado por Jean Boechat @ julho 25, 2003 11:59 AM | TrackBack
Comentários

Sensacional. Leão de Ouro total. Bacanudérrimo. Jean Pierre, sensacional!!!

Comentado por Enio @ julho 25, 2003 01:56 PM

Muito bacana a homenagem de vocês. Eu estava justamente tentando escrever um post sobre isso. Também não sabia que ele tinha feito essa versão que fez parte da infância de (acho) todos nós. Pena ter sabido disso desta forma.

"Sometimes I wish to God I dodn't know now
The things I didn't know then."
(Poison, em Something to believe in - mas era o que melhor se encaixava aqui)

Comentado por Pati @ julho 25, 2003 03:30 PM

Correção:

"Sometimes I wish to God I didn't know now..."

Comentado por Pati @ julho 25, 2003 03:33 PM

Já não era sem tempo, jampa !

Bela blogomenagem.

Saudades, seu Flô.

Comentado por RR @ julho 25, 2003 04:56 PM

Pois é Jean, além de humorista de fina estirpe, Rogério Cardoso compôs diversas músicas em parceria com Moacyr Franco, seu amigo de infância, responsável também pela primeira chance que teve na televisão. Talvez a melhor letra que ele escreveu seja a versão de "Balada Para um Louco", composição original de Astor Piazzolla. Segue abaixo uma trecho da letra completamente surreal composta pelo saudoso "Rolando Lero":

"Num dia desses... ou... numa noite dessas
Você sai pela sua rua... ou pela sua cidade...
Ou sei lá... pela sua vida
Quando de repente por detrás de uma árvore apareço eu
Mescla rara de penúltimo mendigo
E primeiro astronauta a por os pés em Vênus
Meia melancia na cabeça
Uma grossa meia-sola em cada pé
As flores da camisa desenhadas na própria pele
E uma bandeirinha de taxi livre em cada mão

Você ri? Você ri porque só agora você me viu
Mas eu flerto com os manequins
O semáforo da esquina me abre três luzes celestes
E as rosas da florista estão apaixonadas por mim"

Comentado por Inagaki @ julho 25, 2003 05:15 PM

Porra, Ina.

Fala sério!

Eu amo essa música. Tenho ela aqui. E a versão do Piazolla também.

Putz. Nossa. Não acredito. Genial.

Você tem alguma gravação do "Pequeno Mundo"?

Comentado por Jean Boechat @ julho 25, 2003 05:19 PM

Pra não falar no fato de que ele era dono de metade das vozes que a gente escuta por aí, nos filmes dublados da Globo, desenhos etc. Ele era um dos maiores dubladores do Brasil.

Comentado por Nishi @ julho 25, 2003 09:35 PM

Putz Jean, tenho não. Vou ver se encontro alguma coisa no Soulseek...

Comentado por Inagaki @ julho 26, 2003 06:50 PM

ali?Çs, falando Moacyr Franco, eu dou um doce pra quem descolar a versão que ele fez da música do Poderoso Chefão...

Comentado por Jean Boechat @ julho 27, 2003 02:02 AM

Poxa, você tem a letra inteira da Balada para um louco?

Sou louco por esta versão.

Um abraço

Tadeu Aguiar

Comentado por tadeu aguiar @ setembro 9, 2004 09:58 PM

E ai pessoal!! blz??eu gostaria de ter letra inteira da música "balada para um louco" e se possivel a tradução da original com Astor Piazola.

Sim ou Não???? rrrssss até mais obrigado

Comentado por roberto @ setembro 24, 2004 06:09 PM

Por gentileza pessoal me mande a letra da música Balada para um Louco, sou apaixonado por ela.

Comentado por Alceu Raposo @ dezembro 20, 2004 12:24 AM

Precxiso com urgência da música pequeno mundo. faremos homenagem a nossa senhora com esta música.

Comentado por janne @ maio 14, 2005 07:03 PM

Procurando pelo autor dessa maravilhosa música, encontrei o seu blog. Estou mandando a letra e as informações (autores), caso ainda não as tenha.

Um abraço

Eu Mesmo

Titulo - Balada para um Louco - Versão

Ritmo - Balada

Autor/es - Astor Piazzolla / Horacio Ferres - Vs. R. Cardozo

Obs. - Gravação de Moacir Franco -
* * * * * * * * * * *

Num dia desses ou numa noite dessas,
Você sai pela sua rua ou pela sua cidade,
Ou sei lá pela sua vida,
Quando de repente por detrás de uma árvore apareço eu,
Mescla rara de penúltimo mendigo,
E primeiro astronauta a por os pés em Vênus,
Meia melancia na cabeça,
Uma grossa meia-sola em cada pé,
As flores da camisa desenhadas na própria pele,
E uma bandeirinha de taxi livre em cada mão,
Você ri ? Você ri porque só agora você me viu,
Mas eu flerto com os manequins,
O semáforo da esquina me abre três luzes celestes,
E as rosas da florista estão apaixonadas por mim,
Juro, vem,
Vem, vamos passear,
Eu assim meio dançando, quase voando,
Te ofereço uma bandeirinha e te digo:

Já sei que já não sou,
Passei, passou,
A lua nos espera nessa rua é só cantar,
E um coro de astronautas, de anjos e crianças,
Bailando ao meu redor te chama: vem voar !

Já sei que já não sou,
Passei, passou,
Eu venho das calçadas que o tempo não guardou,
E vendo-te tão triste pergunto o que te falta,
Talvez chegar ao sol,
Pois eu te levarei.

Louco, louco, louco,
Foi o que me disseram quando disse que te amei,
Mas naveguei as águas puras dos teus olhos,
E com versos tão antigos eu quebrei teu coração.

Louco, louco, louco, louco, louco,
Como um acrobata demente saltarei,
Dentro do abismo do teu beijo até sentir,
Que enlouqueci teu coração e de tão livre chorarei.

Vem voar comigo, querida minha,
Entra na minha ilusão super-esporte,
Vamos correr pelos telhados com uma andorinha no motor,
Do Vietnã nos aplaudem,
Viva, viva os loucos que inventaram o amor !
E um anjo, um soldado e uma criança,
Repetem a ciranda que eu já esqueci,
Vem, eu te ofereço uma multidão,
Rostos brilhando, sorrisos brincando,
O que sou eu, sei lá,
Um tonto, um santo ou um canto à meia voz.

Já sei que já não sou,
Nem sei quem sou,
Abraça essa ternura de louco que há em mim,
Derrete com teu beijo a pena de viver,
Angústias nunca mais; voar, enfim voar.

Ama-me como eu sou,
Passei, passou,
Sepulta os teus amores,
Vamos fugir, buscar,
Numa corrida louca,
Um instante que passou,
Em busca do que foi,
Voar, enfim voar.

Viva !
Viva os loucos !
Viva, viva, viva, viva....

Comentado por Eu Mesmo @ maio 17, 2006 12:41 AM


Fico feliz de saber que haja pessoas que ainda curte esse tipo de letra, que embora, seja uma letra triste ela é profunda e muito realista para os dias de hoje. Fiquei ainda mais fã do inesquecível Rogério Cardoso por ter feito essa letra, além do meu caríssimo Moacyr Franco que interpreta maravilhosamente essa canção.

Comentado por AUGUSTO MENDONÇA @ novembro 1, 2007 02:08 AM

O Rogério Cardoso,deixou saudades.
Eu adorava demais ele.
Eu adoraria que ele pudesse ser meu pai de verdade.
Eu adoraria ter um membro da minha família igualzinho a ele.
Que Deus o abençôe,hoje e sempre.
Cordialmente,
Maurício.

Comentado por Maurício Machado de Moraes @ agosto 24, 2008 10:25 PM
Participe!









Lembrar de mim?